mANACaka
AviaçãoArquivo para Aviação
o acidente da GOL e “mANACadas” congeneres
gente, nao vi o inquerito. bem, nem precisaria porque do pouco que foi publicado e discutido “pela imprensa” as asneiras falam por si só!
imaginem um piloto tentando pousar um avião em peso maximo, com condições de tempo como aquelas, será que ele pousaria sem estar “com as mãos nas MANETES” ?
será que alguem profissional deixaria de saber o que pode ter se passado lá, aainda que NUNCA saberemos a realidade COMLETA!
então não é discutir o SEXO dos anjos a preocupação sobre a “posição” das manetes? com um impacto à velocidade acima de 200 km/h será que alguma coisa fica no lugar em que estava, com certeza? que asneira , incompetencia ou empulhação, estas conclusões tecnicas,ahn?
ficam apenas tentando justificar às familias das vítimas, o que é obvio: pode ser tudo isto ou nada disto! vamos deixar de procurar culpados, porque são TODOS! quem causou, quem manipulou, quem operou, quem manteve, quem instruiu e o principal: o “SISTEMA” – porque o sistema está falido há muito tempo, ninguem entende nada, so tem curioso vomitando regras, ninguem sabe do que se passa todos os dias em “TODOS” os aeroportos e voos do país!
Acham que vomitar regras aos 4 cantos vai melhorar alguma coisa – jamais. o que realemte precisa é de gente séria, trabalhando muito e que pertença e conheça como funciona a aviação, porque no BRASIL so tem ‘DIAGNOSTICO” nunca há soluções para nada!
E ainda limitam as regras internacionais da OACI para informações de voo, como recentemente…
Francamente, mais uma mANACacada federal…. chamem os economistas e juristas para regular a atividade aérea e mandem os pilotos para gerir a economia nacional e os juizados, talvez resolva!
Ruim com ele, pior com ela….
Aeronautas,
lembram se do DAC? era ruim? era dificil? era de amargar? incompetente? autoritário?
e agora? enttao publico esta fábula japonesa… leiam a seguir, so pra comparar:
Tem um conto japonês milenar que é mais ou menos assim:
Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia, o Pavão refletiu:
- Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém, nem voar eu posso de modo a mostrar minha beleza. Feliz é o urubu, que é livre para voar para onde o vento o levar.
O Urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore:
- Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos. Quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele pavão.
Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: cruzar-se seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como um Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão.
Então se cruzaram e dai nasceu o Peru, QUE É FEIO PRA CACETE E NÃO VOA!!!!
Conclusão: se tá ruim, nem tente arrumar, que piora!!!
o que é mANACaka?
“mANACaka” combina “manicaca”, gíria dos neófitos em aviação, que todos conhecem, com ANAC, com coisa ruim, ignorancia e etc., e que nem todos sabem o que é, a que veio, ou para que serve!
assim manacaka são em primeiro, os “manicacas” da ANAC, aquelas pessoas que se arvoram em “donos” da aviação brasileira, esta infeliz, idosa e manca agencia senhoril, que destroça a aviação brasileira…
“manacacas” são tambem os velhos omissos de sempre, que nunca botaram a cara ao vento, nem nos velhos “Fairchilds” nem nos adoráveis Paulistinhas, com suas janelinhas laterais…
manacacas enfim, acabam sendo todos nós, que suportamos estas regras ridículas e extemporaneas, paridas a toda hora pelos “entendidos” de plantão, e economistas avoados – nunca realmente “voados”!
Deixem aqui, por favor, seus últimos brados contra o estado de coisas atual desta horrível, detestável, ignorante, repugnante e imoral agencia desreguladora, “ANAC”, talvez anarc…
Só veio a piorar o que já não prestava, que pensávamos que não tinha como piorar, mas conseguiram…
Para gancho aos futuros comentários, que dizer da ultima regra oriunda da ANAC? Sim, estou dizendo da inconstitucional, perigosa, delinquente, debilóide, retrógrada, inconsequente regra do desprezo aos vôos visuais no Brasil!!! Sem informações de tráfego, às cegas, e abaixo de 7500 pés!!! De que lugar pode ter saído tão estapafúrdia e exdrúxula regra? Quem defende uma coisa destas? Quer dizer que agora no Brasil, temos que voar seguros apenas IFR ou arriscarmo-nos sem quaisquer monitoramentos ou informações como no inicio do século 20?
O problema do Brasil é que o mundo evolui e o nosso país involui! Nunca morri de amores pelo antigo DAC, mas sempre disse que a tendencia era piorar, porque com o nível deste pessoal que anda se aboletando por ai, sei não!!! sei não!
Comentem e deixem aqui neste blog todas as queixas sobre o CB permanente que atravessamos nos céus da patria neste instante….
Olá mundo!
Welcome to mANACaka.WordPress.com. Fkng the brazilian aviation authorities, nicknamed anac!!!….
Dont let it for tomorrow, f… it today!!!
Dont lost time, do it now !
If you do not now they will do yours first…
As previsões e os recentes acidentes…
Nota do autor: Esta carta foi enviada há alguns anos atrás [1997] – como que alertando e prevendo o que estava por vir – e o resultado está ai…
CARTA ABERTA AO DAC – Dept. de Aviação Civil – agora anac…
Exmo. Sr. Diretor Geral do DAC -hoje anac
Nesta
Ref.: Novas Normas sobre as Inspecções Anuais de Manutenção – IAM’s
21-10-1997
Senhor Diretor;
Os proprietários de aeronaves brasileiros foram surpreendidos pelas novas exigências agora em vigor, que se não pecam pelas intenções, boas provavelmente, ou mesmo pelo preciosismo, certamente o fazem pelo total desconhecimento das implicações delas decorrentes, e de suas graves repercussões. Ao transformar as simples Inspecções Anuais das aeronaves, em completas revisões obrigatórias de componentes, com desmantelamento completo dos equipamentos das aeronaves, a pretexto de exigibilidade de laudos técnicos de eficácia duvidosa; poderão ocorrer, como certamente ocorrerão, acréscimos nos incidentes aéreos por manipulações indevidas e extemporâneas devido a uma concentração de serviços e de demanda de mercado, com enormes custos para os proprietários e operadores. A exigência de que a partir da primeira IAM todos os acessórios que não dispuserem de laudo prévio anterior devam ser novamente revisados, está causando um enorme transtorno à toda a comunidade aeronáutica brasileira. Certamente não há estatisticamente, nenhuma motivação técnica para tão absurda exigência. É certo que todos os acessórios devam ter suas validações oportunamente verificadas, as revisões devidamente realizadas, enfim todo o cuidado técnico devido à atividade aviatória. O que não se pode deixar de conhecer, bem como servir de justificativa, é que um laudo escrito se sobreponha à realidade, por si mesma. Vale dizer; seria justificável tecnicamente, desmontar um acessório ou equipamento que esteja funcionando perfeitamente bem, para apenasmente se atribuir a ele um laudo atestatório recente? O que é mais importante: o bom funcionamento ou o atestado burocrático? Quem garante que ao abrir a maioria dos acessórios das aeronaves em estado de vôo, para atribuir-lhes laudo, não vá causar mais danos que benefícios? Quais razões haveriam senão somente beneficiar meia dúzia de donos de oficinas de reparos, que cobram fortunas para abrir e fechar quaisquer equipamentos fazendo revisões desnecessárias e extemporâneas, substituindo peças, à procura de um laudo justificatório? E dentre todos estes que estão sendo agora abertos, não teríamos uma perigosa concentração de manipulações simultâneas e desnecessárias em uma mesma aeronave, que além dos custos estupendos envolvidos, pode gerar uma enorme margem estatística de erros, com aumento dos riscos que se pretendia reduzir? São todas estas considerações de suma importância, que devem ser melhor pesadas e avaliadas, antes de tornar inoperantes a maioria dos aviões; desprezando-se a disponibilidade de horas, o estado individual de conservação, a história de cada aeronave, o tipo de operação, etc….
Sr. Diretor, muitas vezes boas atitudes mal direcionadas, podem causar mal maior que seus benefícios implícitos. É o caso que se nos apresenta o DAC, quando coloca as oficinas brasileiras e os proprietários de aviões em posição de pressão, em que todo o passado estaria errado, etc. Absolutamente não podemos concordar com a forma como foram postas estas exigências, com a transformação das Inspecções Anuais em Revisões Obrigatórias gerais, com a desmontagem, desmantelamento e manipulação inconveniente de peças e equipamentos que estão perfeitamente operantes e a meia-vida, apenas para que se obtenha um laudo de eficiência e eficácia extremamente duvidosa. Obviamente não somos contra as revisões, nem contra laudos, nem contra homologações das empresas, nem mesmo contra as exigências dos fabricantes. Somos claramente contra a acumulação de todas estas em um único momento, condicionante à liberação das IAM’s, e mais grave ainda, independentemente da vida útil de cada componente, só em função da ausência de laudo de terceiros, que já se transformam em um grupo de privilegiados que se credenciaram a fazer estas revisões para satisfazer a burocracia técnica. Se uma aeronave está em perfeitas condições de vôo, porque retirar-lhe todos os seus componentes, em uma única operação, com enormes implicações economico-financeiras, exclusivamente porque se busca a cobertura de um laudo de um pretenso expert? Não é assim que a aviação do Brasil vai melhorar seus índices de segurança, e nem são estes os responsáveis por acidentes. Os responsáveis por acidentes, como V.Excia. bem sabe são em primeiro lugar as falhas humanas, e as causas destas tem como fator determinante os altos custos de operação e treinamento no Brasil, e a manutenção jamais foi causa do incremento nestes índices.
Assim esperamos que seja revista urgentemente esta determinação, não em suas condições básicas, mas em sua forma, em sua oportunidade e em sua racionalidade.
Atenciosamente;
Eng. J.Roque Teixeira
Piloto Civil e de Aviação Experimental
B.Horizonte MG
Os AEROPORTOS DAS CAPITAIS e as ameaças como em SBPR
Como o agora ameaçado Aeroporto de Marte -SP, convem relembra e republicar o ocorrido sobre C.Prates -BH :
SOBRE O AEROPORTO DE CARLOS PRATES & MAIS…
Já houve quem dissesse que o pior dos cegos é aquele que não quer ver…
Talvez entre estes se encontrem os vereadores, políticos e personalidades que tão irresponsavelmente tratem do assunto relativo à uma “PRETENSA” desativação do mais antigo e histórico aeroporto de Belo Horizonte. E porque seriam estes, cegos? – Em primeiro porque não sabem que tal aérodromo é um dos mais movimentados do país (mais de 25000 pousos e decolagens em 1994, conforme estatísticas do INFRAERO); segundo porque também não sabem ou fingem não saber ( o que de todo é ainda mais grave) que o custo de construção de um aeroporto é altíssimo, por mais simples que se queira imaginá-lo ( superior a US$ 25.000.000,00), fora as benfeitorias e instalações particulares e indenizáveis lá existentes; terceiro porque desconhecem, e a ignorancia deve ser perdoada, que um aeroporto é um equipamento urbano INDISPENSÁVEL em qualquer cidade que se diz progressista e voltada para o próximo século 21; e em quarto também por ignorancia de boa fé ou interesses escusos de má fé que prefiro não vislumbrar, que um aeroporto ao ser hoje construído, e em função de suas características peculiares de utilização deve tanto quanto possível, estar o mais próximo possível dos usuários, pois as velocidades das aeronaves modernas, a utilização de helicópteros cada vez mais popularizada nos grandes centros, e o consequente encurtamento das distancias aéreas entre os diversos pontos do país, não recomenda nem indica o afastamento dos aérodromos, de forma que o traslado dos usuários fique mais demorado em terra que pelo ar!
Muitas outras questões podem e devem ser levantadas até que se afaste definitivamente destas cabeças tão inconsequente e ladina pretensão. Mas tenham certeza de que não faltarão quem denuncie e demonstre à história e à população que os pais desta idéia jamais poderiam ser conduzidos a qualquer cargo público de responsabilidade porque jamais a tiveram; jamais poderiam ser considerados democratas porque nunca o foram; jamais poderiam falar pelas minorias porque não as escutam nem conhecem suas razões; e são surdos , pretenciosos, arrogantes e autoritários.
Mas voltando ao que interessa: – o Aeroporto de Carlos Prates, a par de sua inegável importancia na história de Belo Horizonte (que certos vereadores não conhecem, porque jamais frequentaram uma escola, nem tem aqui suas origens), tem importancia fundamental no ensino PROFISSIONALIZANTE da Aviação Civil no Brasil, porque sedia um dos mais antigos e importantes Aeroclubes Brasileiros, que é o Aeroclube do Estado de Minas Gerais, berço e escola durante quase 60 ANOS de muitas e muitas gerações de Pilotos de todas as categorias que hoje se espalham por todo o mundo. Nem seria necessário dizer, mas o também o faço, que a maioria dos Pilotos Profissionais Brasileiros não são oriundos das elites, como muitos pensam; mas de classes sociais onde o trabalho às vezes de toda uma família contribui para que seu filho consiga um BREVET de Piloto, e assim galgue honrosamente uma mais digna e compensadora profissão – a de PILOTO COMERCIAL e/ou de LINHA AÉREA. O Aeronauta é formado às custas de muito estudo e perseverança, além de grandes esforços financeiros da família, entretanto consegue, assim procedendo, uma rápida escalada profissional e um salário mais digno que a maioria do povo brasileiro. Por estas razões, além da vocação de cada um deles, é que a carreira aeronáutica exerce um especial fascínio neste país. Mais que no BRASIL, e sim em MINAS GERAIS, terra onde nasceu SANTOS DUMONT, o PAI DA AVIAÇÃO, deveriam ter um pouco mais de respeito com a infraestrutura de voo, com os poucos e necessários aeroportos que temos; isto sem falar no respeito devido àqueles que lá trabalham, voam e cuidam dos aviões ; da história e do futuro da nossa aviação em Belo Horizonte, Minas Gerais, a Capital do Estado onde nasceu o inventor do avião. ( Será que eles sabem disto?)
Deixando de lado os sentimentos regionais, históricos e sociais – sim os sociais, aqueles que o atual partido no governo gosta de propalar sem cumprir: será que não são trabalhadores os profissionais de manutenção, de operação e de voo lotados em Carlos Prates? – e os Sindicatos dos Aeronautas , bem como o dos Aeroviários, não vão defender os interesses de sua categoria, os empregos e a base de operação das centenas de pessoas ligadas ao Aeroporto?- vamos aos aspectos eminentemente técnicos da fantástica idéia de transformar o aeroporto em um parque ECOLÓGICO – santa palavrinha esta , que consegue como num passe de mágica justificar qualquer aberração ideólogica, técnica ou política- parque este que serviria ao lazer da população do bairro e arredores. Primeiro: qual o tipo de terreno que temos em Carlos Prates? Para quem não sabe é de silte-arenoso muito compacto, isto é quase rocha, onde desde que foi fundado, o qual era parte da FAZENDA CELESTE-IMPÉRIO, da família ANDRADE MELLO, não nasce nenhuma forma de vegetação nem mesmo mato ou capim; aliás deve ter sido por esta razão que foi desapropriado em uma época em que os interesses políticos falavam bem alto, e desmembrar uma fazenda deste porte deve ter sido bem estudado em função das proprias características do terreno que era acidentado e de dificil morfologia, cabendo à União sua terraplenagem e aproveitamento. Este tipo de terreno para ser aproveitado como parque, isto é para se conseguir plantar nele alguma coisa que não seja de deserto, necessitaria de uma preparação e adubação extremamente cara senão proibitiva – Imagine-se que 2/3 da área fosse adubada e plantada, e que para tanto precisassemos de transportar um mínimo de terra vegetal, e que esta estivesse a poucos quilometros de distancia, vamos dizer em Contagem, a 15 km . Iríamos precisar de aproximadamente 150.000 m3 de terra vegetal, o correpondente a 30.000 caminhões de terra!!!
Alem disto precisaríamos de gradear, adubar, espalhar urbanizar, etc.,etc.,etc. o que tornaria o custo absurdamente inaceitável para uma cidade que não consegue realizar quase nenhuma obra sequer de saneamento básico. Mais, seriam necessárias enormes fortunas para uma urbanização mínima adequada, além de vias de circulação, etc.,etc.
As galerias dos córregos urbanos, que servem de esgotos estão quase todas, com excessão daquelas recem-construidas, em estado de corrosão completa, inclusive aquela que passa sob a Avenida Afonso Pena, nossa principal via urbana, correndo um sério risco de afundar a qualquer momento, sob o peso dos veículos; as ruas de Belo Horizonte tem mais buracos que queijo suiço; lá mesmo ao lado do aeroporto existe uma importante avenida chamada Pedro II, que não foi completada e está cheia de invasões e construções clandestinas que a Prefeitura não consegue corrigir nem remover; o próprio Parque Municipal de B.Horizonte foi recentemente reformado por uma empresa privada porque a Prefeitura não tinha recursos para faze-lo. O Parque da Lagoa do Nado está abandonado, sequer saiu do papel. A nossa pracinha abaixo do aeroporto, na Av.Ocidente, jamais viu sequer uma podada nas arvores ou uma reforma em seus jardins! E o que dizer das centenas de áreas institucionais e de preservação, que a Prefeitura POR LEI reserva em cada loteamento urbano e nunca aproveitou ou urbanizou ou sequer cuidou , e estão espalhados por toda a cidade? Porque a Prefeitura paralisou o asfaltamento da Rua Padre Eustáquio em sua metade? Foi falta de verbas?
Se a Prefeitura de Belo Horizonte está sem definir melhor suas prioridades podemos ajudá-la. Vamos todos indicar quais seriam as áreas de mais urgente alocação de recursos, para que não fiquemos sujeitos a gastar mal nossos recursos, oriundos que são dos tributos e IPTU’s mais caros do Brasil.
Agora um alerta: ainda que aquela área estivesse abandonada e fosse desapropriável, senão federal como é, senão UTIL como é, senão INSTITUCIONAL como é, senão de UTLIDADE PUBLICA FEDERAL como é, senão tivesse NENHUMA BENFEITORIA como as tem e muitas, senão servisse a ninguém como serve; o que lá haveria? Ou o que lá haverá se deixarmos aos cuidados do Poder Público Municipal que tem tantas carencias acima a atender e não as atende nenhuma, tantas manutenções a fazer e não as faz nehuma, tantas obras a realizar e não as realiza nenhuma, nem ontem nem hoje nem sei até quando… Certamente dentro de pouco tempo lá teríamos mais uma favela ou um depósito de desabrigados, em barracos de lona, como aqueles que a Prefeitura BH Popular deixou por dois a tres meses em plena Avenida Olegário Maciel, ou ainda as deixa debaixo dos viadutos, perambulando pelas praças, ou acampando em suas escadarias e prédios públicos.
Às comunidades locais, que sempre conviveram pacíficamente com o aeroporto, pedimos que meditem sobre o acima – o aeroporto é uma área tranquila, funcional, segura – sabe-se lá o que virá se tal idéia vingasse? Sabe-se-lá que tipo de pessoas se utilizariam do presumido parque, que tipo de indíviduos não se esconderiam lá, ou que tipo de pessoas desvirtuariam suas finalidades e retirariam a tranquilidade de que hoje a comunidade ao seu redor desfruta? Valeria tal movimento? Pense bem. . .
Para finalizar: um governo verdadeiramente democrático, é aquele que ouve um lado antes de decidir-se por outro, sem autoritarismos e sem arbitrariedades. É aquele que anteve o futuro, sem o imediatismo fácil do presente, é aquele que avança sem jamais regredir – Progressista, seria assim?
Muitos países e muitas cidades, com o advento dos grandes jatos, imaginaram que os aeroportos deveriam se afastar das cidades, em razão do ruído, do tamanho das novas aeronaves e do movimento dos aeroportos. Mas estas cedo perceberam que tinham incorrido em um grande erro- as aeronaves embora maiores souberam se adaptar às novas leis anti-ruido, e são muito silenciosas, os grandes jatos NÃO ocuparam o espaço das pequenas e eficientes aeronaves de transporte pessoal; houve o advento dos helicópteros e sua rápida popularização; portanto quiseram estas cidades retornar com seus aeroportos à proximidade dos grandes centros e propiciar a otimização de sua utilização, em relação ao tempo percorrido em terra e em voo. Mas as áreas urbanas se tornaram muito caras e estes custos de implantação oneraram bastante a reconstrução daqueles antigos ou desativados aérodromos ou sua reposição. Não vamos incorrer no mesmo erro, sob pena de pagarmos um custo economico, político e histórico muito elevado, devido à incompetencia e imprevidencia dos que hoje nos governam!
Alguns exemplos de cidades brasileiras DESENVOLVIDAS que mantém aeroportos(mais de um) em seus centros urbanos – SAO PAULO ( Congonhas, Marte) – RIO DE JANEIRO ( Santos Dumont, Jacarepaguá, Nova Iguaçu, Afonsos e Santa Cruz) – CURITIBA( Afonso Pena e Bacacherí) – FLORIANOPOLIS, GOIANIA, etc., além de inúmeras outras que respeitam as finalidades e alternativas proporcionadas por um aeroporto, coisa do futuro, testemunho que são da consciencia política de seu povo e de seus governantes, os quais aprenderam por força de quem os elegeu de que tem a obrigação de se preparar para o amanhã , para os horizontes ainda distantes mas inexoráveis, de forma a corresponder às gerações vindouras o planejamento responsável do presente!
eng. J.ROQUE TEIXEIRA